
Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão
Queridos irmãos e irmãs!
A Quaresma é o tempo em que a Igreja, com solicitude maternal, nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida, para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano.
Todo o caminho de conversão começa quando nos deixamos alcançar pela Palavra e a acolhemos com docilidade de espírito. Existe, portanto, um vínculo entre o dom da Palavra de Deus, a hospitalidade que lhe oferecemos e a transformação que ela realiza. Por isso, o itinerário quaresmal torna-se uma ocasião propícia para dar ouvidos à voz do Senhor e renovar a decisão de seguir Cristo, percorrendo com Ele o caminho que sobe a Jerusalém, onde se realiza o mistério da sua paixão, morte e ressurreição.
Conversão significa orientar a nossa vida para Deus - Mensagem Quaresmal do Senhor Bispo de Lamego

1. «Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão». É este o lema da mensagem que o Papa Leão XIV propõe à Igreja para viver esta Quaresma de 2026. Como se compreende, não se trata de nos pormos à escuta da vozearia deste mundo, que nos assalta de muitas maneiras, sempre de forma superficial, rápida e barata, ao jeito de um painel publicitário, que indica sempre as últimas modas. A escuta proposta pelo Papa é a escuta qualificada de uma Palavra que vem de Deus e nos atinge nas raízes do coração. Isaías diz de forma contundente: «Nos dias que aí vêm, o monte do Templo do Senhor será fundado no cimo das montanhas, elevado sobre as colinas, e ali afluirão todas as nações, e andarão muitos povos, e dirão: “Vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacob. Ele ensinar- -nos-á os seus caminhos, e andaremos nas suas veredas”. Porque de Sião sairá a Lei, e de Jerusalém a Palavra do Senhor» (Isaías 2,2-3).
Mensagem do Santo Padre para o LIX Dia Mundial da Paz 2026

A paz esteja com todos vós.
Rumo a uma paz desarmada e desarmante
“A paz esteja contigo!”.
Esta antiga saudação, presente ainda hoje em muitas culturas, ganhou novo vigor nos lábios de Jesus ressuscitado na noite de Páscoa. «A paz esteja convosco!» ( Jo 20, 19.21) é a sua Palavra que não só deseja, mas realiza uma mudança definitiva naqueles que a acolhem e, consequentemente, em toda a realidade. Por isso, os sucessores dos Apóstolos exprimem todos os dias e em todo o mundo a revolução mais silenciosa: “A paz esteja convosco!”. Desde a noite da minha eleição como Bispo de Roma, quis inserir a minha saudação neste anúnio coral. E desejo reiterá-lo: esta é a paz do Cristo ressuscitado, uma paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante. Ela provém de Deus, o Deus que nos ama a todos incondicionalmente.
“A paz esteja contigo!”. Esta antiga saudação, presente ainda hoje em muitas culturas, ganhou novo vigor nos lábios de Jesus ressuscitado na noite de Páscoa. «A paz esteja convosco!» ( Jo 20, 19.21) é a sua Palavra que não só deseja, mas realiza uma muda

«No termo da estrada não está a estrada, mas a meta. No termo da escalada não está a escalada, mas o cume. No termo da noite não está a noite, mas a aurora. No termo do inverno não está o inverno, mas a primavera. No termo da morte não está a morte, mas a vida. No termo da humanidade não está o homem, mas o Homem-Deus. No termo do Advento não está o Advento, mas o Natal. A espera não deve desfazer-se numa inquietude infinita.»
Advento

Ao entrarmos no tempo do Advento somos confrontados com uma atitude que este tempo evoca e sugere para o itinerário crente. Não só nestas quatro semanas, mas como proposta contínua para aprendermos a viver a vida entre e o imediato e o que ainda não veio, o instante fugaz e a oportunidade do saboreio, a pressa que nos atravessa e a espera silenciosa daquilo que se aninha no coração, mas que se sabe ainda por vir.
Mensagem do Papa Leão XIV para o IX Dia Mundial dos Probres

XXXIII Domingo do Tempo Comum
16 de novembro de 2025
Tu és a minha esperança (cf. Sl 71,5)
1. «Tu és a minha esperança, ó Senhor Deus» (Sl 71,5). Essas palavras emanam de um coração oprimido por graves dificuldades: «Fizeste-me sofrer grandes males e aflições mortais» (v. 20), diz o Salmista. Apesar disso, o seu espírito está aberto e confiante, porque firme na fé reconhece o amparo de Deus e o professa: «És o meu rochedo e a minha fortaleza» (v. 3). Daí deriva a confiança inabalável de que a esperança n’Ele não decepciona: «Em ti, Senhor, me refugio, jamais serei confundido» (v. 1).














