IDE POR TODO O MUNDO E ANUNCIAI O EVANGELHO A TODA A CRIATURA

carta-pastoral-2016-2017


«A Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração: por atração maternal, por esta oferta de maternidade; cresce por ternura, por maternidade, pelo testemunho que gera sempre novos filhos» (Papa Francisco) .

 

Não animador ou monitor, mas transparência ou testemunha fiel de Jesus Cristo
1. Todo o discípulo missionário, enquanto testemunha e anunciador do Evangelho, não pode ser um simples animador ou monitor, mas transparência ou testemunha fiel da presença viva e operante do próprio Senhor no meio da comunidade. O discípulo missionário só tem autoridade na medida em que é fiel a Cristo e como Ele obediente, nada dizendo ou fazendo por sua conta e risco ou a seu-bel-prazer. A vida do discípulo missionário não é da ordem da criatividade, mas da fidelidade. Só pode dizer e fazer aquilo que, por graça, lhe foi dado ouvir, aquilo que, por graça, lhe foi dado ver fazer. O discípulo missionário é então também um contemplativo. É aqui que voltamos outra vez à configuração do discípulo missionário com Cristo e à sua transfiguração em Cristo e por Cristo. O discípulo missionário não é, portanto, aquele que vai apenas, com o relógio, o mapa e a caixa de primeiros socorros na mão, em auxílio de alguém. O discípulo missionário tem de passar do tempo do relógio e do mero auxílio para o dom total de si. A tempo inteiro e corpo inteiro. Missionário é aquele que, como Jesus e à maneira de Jesus, põe em jogo a própria vida, e não simplesmente as coisas ou os adereços. Tudo, e não apenas o supérfluo. Sempre, e não apenas um segmento de tempo. Em toda a parte, e não apenas na sua rua.


Missão «total»: todos, tudo, sempre, em toda a parte
2. Vale a pena começar por receber um extrato do chamado «segundo final» de Marcos, onde aparece inserida a frase que nos indica o caminho para o ano pastoral de 2016-2017:

Mensagem de Sua Santidade O Papa Francisco para o Dia Mundiald e Oração Pelo Cuidado da Criação (1 de setembro de 2016)


Usemos de miserícórdia para com a nossa casa comum.

Em união com os irmãos e irmãs ortodoxos e com a adesão de outr as Igrejas e Comunidades cristãs, a Igreja Católica celebra hoje o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação». A ocorrência tem com o objetivo oferece r «a cada fiel e  às comunidades a preciosa oportunidade para renovar a adesão pessoal à sua vocação de guardiões da criação, elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos».1

Taizé-Oasis de Misericórdia

Em Taizé, tal como se acolhem jovens com idades entre os 15 e os 29 anos, também é possível acolher adultos com mais de 30 anos de idade. Contudo, devido ao grande número de jovens e às condições muito simples de acolhimento que são oferecidas, os adultos podem participar individualmente ou como casal, levando os seus filhos, ou então em pequenos grupos organizados com o máximo de 7 pessoas. Neste ano em que se celebra a XXXI Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia (Polónia), e pelo facto de um grupo dos nossos jovens participar neste grade acontecimento jubilar para a juventude de todo o mundo, a Paróquia de Almacave organizou a peregrinação anual a Taizé de 31 de julho a 7 de agosto apenas com um grupo de adultos da comunidade paroquial.

PARÓQUIA DE ALMACAVE CONVÍVIO PAROQUIAL – ENCERRAMENTO DO ANO PASTORAL

Com o convívio Paroquial, no dia 3 de Julho, no Santuário de Santa Luzia-Viana do Castelo, a Comunidade de Santa Maria Maior de Almacave encerrou as atividades pastorais planificadas para este ano pelo Conselho Pastoral Paroquial. O ponto central do convívio foi a Eucaristia celebrada no Santuário de Santa Luzia, participada e vivida festivamente pelos paroquianos que, em grande número, se deixaram envolver neste convívio. Outros momentos marcantes foram também os espaços de animação depois do almoço partilhado e já no regresso, no Parque de Lamelas de Ribeira de Pena, o ambiente de festa e de alegria partilhada ao som das concertinas e com passos de dança.

Férias - Vá para fora por Dentro!

Tempo de férias, tempo de paragem. Tempo de passear, de ler, de fazer o que se quiser. Ir à praia, fazer uma viagem, ir visitar os amigos, encontrar alguém da família. Também pode ser um tempo para ficar simplesmente em casa, de arrumar tudo o que se foi acumulando ao longo do ano, de fazer limpezas a fundo, de pôr as coisas de novo em ordem. Talvez este ano seja mesmo um tempo em que muitos ficarão mais por casa.

Mensagem do Papa Francisco para a XXXI Jornada Mundial da Juventude 2016

«Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia»
(Mt 5, 7)


Queridos jovens!

Chegamos à última etapa da nossa peregrinação para Cracóvia, onde juntos, no mês de Julho do próximo ano, celebraremos a XXXI Jornada Mundial da Juventude. No nosso longo e exigente caminho, temos sido guiados pelas palavras de Jesus tiradas do «Sermão da Montanha». Iniciámos este percurso em 2014, meditando juntos sobre a primeira Bem-aventurança: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu»(Mt 5, 3). O ano de 2015 teve como tema «felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8). No ano que temos pela frente, queremos deixar-nos inspirar pelas palavras: «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia»(Mt 5, 7).

Síntese da Exortação apostólica pós-sinodal do Papa Francisco – Amoris laetitia sobre o amor na família

“Amoris laetitia” (AL – “A alegria do amor”), a Exortação apostólica pós-sinodal “sobre o amor na família”, datada, não por acaso, de 19 de março, Solenidade de S. José, recolhe os resultados de dois Sínodos sobre a família convocados pelo Papa Francisco em 2014 e 2015, cujos Relatórios conclusivos são abundantemente citados, juntamente com documentos e ensinamentos dos seus predecessores e as numerosas catequeses sobre a família do próprio Papa Francisco. Contudo, como já sucedeu noutros documentos magisteriais, o Papa recorre também a contributos de diversas Conferências episcopais de todo o mundo (Quénia, Austrália, Argentina…) e a citações de personalidades de relevo, como Martin Luther King ou Erich Fromm. Ressalta em particular uma citação do filme “A Festa de Babette”, que o Papa recorda para explicar o conceito de gratuitidade.

Mensagem Pascal

 

“Bendito seja Deus,
Pai do Nosso Senhor Jesus Cristo,
que na sua grande misericórdia nos gerou de novo
- através da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos -
para uma esperança viva.” (1Ped 1, 3)

 

Caros Paroquianos

Celebramos a Páscoa em pleno Ano Santo da Misericórdia. Neste tempo Pascal, somos convidados a experimentar a Misericórdia de Deus revelada no Mistério Pascal do seu Filho, Jesus Cristo, “porque Deus amou de tal maneira o mundo que lhe deu o seu próprio Filho” (Jo 3, 16). A Morte e Ressurreição de Jesus são a síntese deste amor “visceral” de Deus para com os homens e mulheres de todos os tempos. Na sua morte e ressurreição, Cristo revelou o Rosto Misericordioso do Pai porque experimentou em si, livremente e de modo radical, a misericórdia, aceitando por amor a morte de Cruz como caminho para a Ressurreição. Jesus não viveu para a cruz, mas para Deus e para os seres humanos. Deu-se todo a todos, até à morte e morte de cruz. A cruz, mistério do amor, é um acontecimento que brota da sua entrega total ao projeto salvífico do Pai, testemunhando o valor e a coerência da sua vida. “Por isso mesmo é que Deus o elevou acima de tudo e lhe concedeu o nome que está acima de todo o nome” (Fil 2, 9). Como nos lembra São João Paulo II, “Cristo Pascal é a encarnação definitiva da misericórdia, o seu sinal vivo” (Dives in misericordia V.8).

Diocese de Lamego

Agência Eclesia