
"A Paz esteja convosco"

Estimados Paroquianos e Amigos,
"A Paz esteja convosco!" (Jo 20, 19).
Estas foram as primeiras palavras do Ressuscitado aos seus discípulos, que se encontravam fechados por medo. Foram estas também as primeiras palavras que Leão XIV dirigiu ao mundo aquando sua eleição como Papa.
Hoje, mais do que nunca, estas palavras ecoam com uma urgência renovada. Celebramos a Páscoa num mundo que parece mergulhado numa "noite escura", ferido por guerras e violências que nos chegam diariamente pelas imagens da Ucrânia, do Médio Oriente e de tantos outros "conflitos esquecidos".
Podemos perguntar: que Páscoa é esta? Como celebrar a Vida quando a morte parece ter a última palavra nos campos de batalha?
A resposta está no próprio sepulcro vazio. A Ressurreição de Jesus não é uma evasão da realidade, mas a força que nos permite enfrentá-la. Cristo venceu o ódio com o amor e a vingança com o perdão. Nesta Páscoa, somos chamados, como nos recorda o Santo Padre na sua Mensagem para a Quaresma, a não deixar que o nosso coração se torne indiferente ao clamor do sofrimento dos povos.
Num mundo cansado e ferido, a nossa missão é manter viva a chama da esperança, que é a virtude de quem mantém o coração e os olhos cheios de luz, apesar das trevas que nos circundam.
Somos também chamados pelo Papa, a promover uma "paz desarmada": A paz não se constrói com armas, mas estendendo as mãos e abrindo os corações aos nossos irmãos. Que cada um de nós seja, na nossa comunidade e nas nossas famílias, um instrumento de reconciliação. Que a luz do Ressuscitado dissipe as trevas do medo e da insegurança. Que esta Páscoa seja o princípio de novos recomeços para todos vós, especialmente para os que sofrem, os doentes e os que se sentem sós.
Desejamos a cada família da nossa Paróquia de Almacave, uma Páscoa de profunda paz e renovada confiança no Senhor que vive. Ele é a nossa Paz!
Um Santo e Feliz Domingo de Páscoa!
Os vossos Párocos,
Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão
Queridos irmãos e irmãs!
A Quaresma é o tempo em que a Igreja, com solicitude maternal, nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida, para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano.
Todo o caminho de conversão começa quando nos deixamos alcançar pela Palavra e a acolhemos com docilidade de espírito. Existe, portanto, um vínculo entre o dom da Palavra de Deus, a hospitalidade que lhe oferecemos e a transformação que ela realiza. Por isso, o itinerário quaresmal torna-se uma ocasião propícia para dar ouvidos à voz do Senhor e renovar a decisão de seguir Cristo, percorrendo com Ele o caminho que sobe a Jerusalém, onde se realiza o mistério da sua paixão, morte e ressurreição.
Conversão significa orientar a nossa vida para Deus - Mensagem Quaresmal do Senhor Bispo de Lamego

1. «Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão». É este o lema da mensagem que o Papa Leão XIV propõe à Igreja para viver esta Quaresma de 2026. Como se compreende, não se trata de nos pormos à escuta da vozearia deste mundo, que nos assalta de muitas maneiras, sempre de forma superficial, rápida e barata, ao jeito de um painel publicitário, que indica sempre as últimas modas. A escuta proposta pelo Papa é a escuta qualificada de uma Palavra que vem de Deus e nos atinge nas raízes do coração. Isaías diz de forma contundente: «Nos dias que aí vêm, o monte do Templo do Senhor será fundado no cimo das montanhas, elevado sobre as colinas, e ali afluirão todas as nações, e andarão muitos povos, e dirão: “Vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacob. Ele ensinar- -nos-á os seus caminhos, e andaremos nas suas veredas”. Porque de Sião sairá a Lei, e de Jerusalém a Palavra do Senhor» (Isaías 2,2-3).
Mensagem do Santo Padre para o LIX Dia Mundial da Paz 2026

A paz esteja com todos vós.
Rumo a uma paz desarmada e desarmante
“A paz esteja contigo!”.
Esta antiga saudação, presente ainda hoje em muitas culturas, ganhou novo vigor nos lábios de Jesus ressuscitado na noite de Páscoa. «A paz esteja convosco!» ( Jo 20, 19.21) é a sua Palavra que não só deseja, mas realiza uma mudança definitiva naqueles que a acolhem e, consequentemente, em toda a realidade. Por isso, os sucessores dos Apóstolos exprimem todos os dias e em todo o mundo a revolução mais silenciosa: “A paz esteja convosco!”. Desde a noite da minha eleição como Bispo de Roma, quis inserir a minha saudação neste anúnio coral. E desejo reiterá-lo: esta é a paz do Cristo ressuscitado, uma paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante. Ela provém de Deus, o Deus que nos ama a todos incondicionalmente.
“A paz esteja contigo!”. Esta antiga saudação, presente ainda hoje em muitas culturas, ganhou novo vigor nos lábios de Jesus ressuscitado na noite de Páscoa. «A paz esteja convosco!» ( Jo 20, 19.21) é a sua Palavra que não só deseja, mas realiza uma muda

«No termo da estrada não está a estrada, mas a meta. No termo da escalada não está a escalada, mas o cume. No termo da noite não está a noite, mas a aurora. No termo do inverno não está o inverno, mas a primavera. No termo da morte não está a morte, mas a vida. No termo da humanidade não está o homem, mas o Homem-Deus. No termo do Advento não está o Advento, mas o Natal. A espera não deve desfazer-se numa inquietude infinita.»
Advento

Ao entrarmos no tempo do Advento somos confrontados com uma atitude que este tempo evoca e sugere para o itinerário crente. Não só nestas quatro semanas, mas como proposta contínua para aprendermos a viver a vida entre e o imediato e o que ainda não veio, o instante fugaz e a oportunidade do saboreio, a pressa que nos atravessa e a espera silenciosa daquilo que se aninha no coração, mas que se sabe ainda por vir.














