VOTOS DE UM SANTO E FELIZ NATAL

repleto  de Esperança, Alegria e Fraternidade

Que teus olhos, Menino, ensinem largueza
e altura aos meus olhos

Que teus olhos curem os meus
da fadiga e dos seus filtros

Que teus olhos desimpeçam a visão
fragmentária, parcial e indecisa

Que teus olhos devolvam aos meus olhos
o vento azul da viagem e a sua alegria
Devolvam o real como anel aberto
em vez dos círculos obsidiantes e fechados
Devolvam o aberto como imagem
e programa

Que teus olhos, Menino, ensinem aos meus
o seu natal

José Tolentino Mendonça

NATAL 2014

Mensagem de D. António José da Rocha Couto, Bispo de Lamego

NÓS OS DOIS
Desde que sei
Que sou como um fiozinho de erva
Que de manhã reverdece e à tarde seca,
Que aprendi a suportar o peso
Do milagre.
Hoje tudo é mais claro
Tudo é mais nítido.
Mas no tempo em que os pinheiros
Eram altos
E os meus olhos de um verde cristalino,
No tempo em que o tempo
Era incandescente
E fazia carrancas ao destino,
Aí, oh meu país inocente
E pequenino,
Era eu que era mais divino
Ou era Deus que era mais menino?

Festa de Natal da Catequese. A "Família Paroquial" marcou presença.

  

Embora ainda em pleno tempo de Advento, no dia 14 de Dezembro, jovens, crianças com os seus pais e catequistas celebraram a Festa de Natal da Catequese.
Na celebração da Eucaristia da “Família Paroquial”, cada criança da catequese recebeu uma lembrança natalícia oferecida pala Paróquia, lembrando neste Ano da Família que “ com Jesus somos a Família de Deus”.

De tarde, no auditório do Centro Paroquial, mais de 300 paroquianos, em ambiente festivo e familiar, assistiram durante quase três horas a várias encenações e cantares dos vários grupos da Catequese. Coube ao Grupo de Jovens a abertura do sarau, com uma conseguida e divertida animação cénica de uma canção de Natal que é, neste momento, a marca sonora de uma estação radiofónica.

Santidade e Liberdade

Afirmar que a santidade é fruto da liberdade pode incomodar quem vê a santidade como negação de si mesmo para agradar ao Outro e contempla a liberdade como o direito de fazer e dizer sem depender de ninguém. Nesse sentido, a liberdade será entendida como ausência de obrigações e responsabilidades, isto é, uma liberdade de. Tal liberdade facilmente resvala para a libertinagem.
A liberdade de que aqui se fala, condição fundamental para a santidade, é a liberdade de quem sabe que aos direitos correspondem deveres: cidadania, fraternidade, responsabilidade social… Trata-se, então, de uma liberdade para.

Missões - Mensagem do Papa

Queridos irmãos e irmãs,
Hoje ainda existe muita gente que não conhece Jesus Cristo. Permanece, portanto, de grande urgência, a missão ad gentes, da qual todos os membros da Igreja são chamados a participar, pois a Igreja é missionária por natureza: a Igreja nasceu “em saída”. O Dia Mundial das Missões é um momento privilegiado no qual os fiéis dos diferentes continentes se manifestam com orações e gestos concretos de solidariedade em prol das jovens Igrejas nos territórios de missão. Trata-se de uma celebração de graça e de alegria. Graça porque o Espírito Santo, enviado pelo Pai, oferece sabedoria e fortaleza àqueles que são dóceis à sua ação. Alegria porque Jesus Cristo, Filho do Pai, enviado para evangelizar o mundo, apoia e acompanha a nossa obra missionária.

Ide e construí com mais amor a Família de Deus

«Os filhos são um dom de Deus»
(Salmo 127,3)
«Toda a paternidade, como todo o dom perfeito, vêm do Alto, descem do Pai das Luzes» (Tiago 1,17; cf. Efésios 3,15).
«Sois membros da família de Deus»
(Efésios 2,19)

O amor fontal de Deus-Pai

1. «Deus é amor» (1 João 4,8 e 16) e «amou-nos primeiro» (1 João 4,19), e «nós amamos, porque Deus nos amou primeiro» (1 João 4,19). Então, o amor que está aqui, o amor que está aí, o amor que está em mim, o amor que está em ti, o amor que está em nós, «vem de Deus» (1 João 4,7), e «quem ama nasceu de Deus» (1 João 4,7). Deus amou-nos primeiro, ama-nos e continua a amar-nos sempre primeiro com amor-perfeito (êgapêménos: part. perf. pass. de agapáô), isto é, amor preveniente, fiel, consequente, permanente (1 Tessalonicenses 1,4; Colossenses 3,12). Ama-nos a nós, que estamos aqui, e foi assim que nós começámos a amar. Se não tivéssemos sido amados primeiro, e não tivéssemos recebido o testemunho do amor, não teríamos começado a amar, e nem sequer estaríamos aqui, porque «quem não ama, permanece na morte» (1 João 3,14).