A Verdade do Natal

Preparar e viver o Natal é fazer uma viagem de regresso às raízes da nossa fé, através de uma atitude interior de grande humildade – como o ambiente em que Cristo nasceu (na gruta de Belém). No centro do Natal não está apenas uma doce e dramática história familiar, explorada pelo consumismo, de um casal que procura hospedaria para o Filho de Deus. No centro do Natal reside o mistério fundamental do cristianismo, a Encarnação, em que Deus Se veste da fragilidade humana para a salvar. Escreveu a propósito o filósofo Soren Kierkegaard: «Os dois mundos desde sempre separados, o divino e o humano, entraram em colisão em Cristo. Uma colisão não para uma explosão, mas para um abraço.»

Festa de Natal da Catequese

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Decorreu no dia 17 de Dezembro, no Auditório do Centro Paroquial de Almacave, a Festa de Natal das crianças e adolescentes da Catequese, a que se juntaram os Lobitos e Caminheiros do Grupo de Escuteiros 140 e o Coro de Pais e Filhos da Paróquia de Almacave.

Em pleno “Domingo da Alegria”, foi mesmo com muita alegria, diversão, música, teatros e dramatizações, que as centenas de pessoas da Comunidade de Almacave estiveram unidas num mesmo espirito e confraternização, vivendo o tempo de Advento na preparação para o Natal que se aproxima.

O Advento vai começar: como viver o tempo da espera.

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Começa no próximo domingo, 3 de dezembro (mais precisamente nas missas vespertinas de sábado e, neste dia, na liturgia das horas de Vésperas), o Advento, o tempo forte do ano litúrgico que prepara o Natal. O primeiro domingo do Advento abre o novo ano litúrgico. No rito romano são quatro os domingos do Advento, que no rito ambrosiano, em Milão, já começou a 12 de novembro.

VAI, E FAZ TU TAMBÉM DO MESMO MODO!

Em modo de filhos amados e de irmãos amados

1. «Deus é amor» (1 João 4,8 e 16) e «amou-nos primeiro» (1 João 4,19), e «nós amamos, porque Deus nos amou primeiro» (1 João 4,19). Então, o amor que está aqui, o amor que está aí, o amor que há em mim, o amor que há em ti, o amor que há em nós, «vem de Deus» (1 João 4,7), e «quem ama nasceu de Deus» (1 João 4,7). Deus amou-nos primeiro, ama-nos primeiro e continua a amar-nos sempre primeiro com amor-perfeito, no tempo e modo perfeito, que cobre toda a nossa história humana, isto é, amor preveniente, concomitante, consequente, fiel, permanente (1 Tessalonicenses 1,4; Colossenses 3,12). Ama-nos a nós, que estamos aqui agora, e foi assim que nós começámos a amar. Se não tivéssemos sido amados primeiro, e não tivesse chegado à nossa mão o testemunho desse amor, não teríamos começado a amar, e nem sequer estaríamos aqui no lugar e modo de filhos amados de Deus, porque «quem não ama, permanece na morte» (1 João 3,14), sendo então a morte, não o termo da vida, mas aquilo que impede de amar, e, portanto, de nascer para a vida eterna (zôê aiônios). Lugar e modo de filhos amados de Deus, temos então de aprender a desenhar uma casa-Igreja que seja um espaço relacional novo, uma «casa de família, fraterna e acolhedora» (São João Paulo II, Exortação Apostólica Catechesi tradendae [1979], n.º 67), onde todos possamos ensaiar viver e conviver «em modo de filhos amados e de irmãos amados».

Jovens e adultos de Almacave em Taizé

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«Penso que, desde a minha juventude, nunca perdi a intuição de que uma vida em comunidade pode ser um sinal de que Deus é amor. Só Amor. Pouco a pouco, crescia em mim a convicção de que era essencial criar uma comunidade (…) onde a bondade do coração e a simplicidade estivessem no centro de tudo», disse um dia o Irmão Roger, fundador da comunidade de Taizé.

Porque não Taizé?

Em pleno Verão, depois dos exames e das frequências nas faculdades, são milhares os jovens portugueses que participam de um modo exuberante nos vários Concertos Alive que proliferam desde o norte ao sul do país. Para alguns, há outras “fugas” que arrastam igualmente muitos deles, durante o mês de Agosto, ao encontro de outras melodias musicais e que, por isso, optam por outros “concertos” a transbordar de alegria e cheios de vida, onde a música é também silêncio, as palavras não fazem barulho e o estar com outros tem a marca da fraternidade e da comunhão ecuménica.
Taizé é esse lugar de eleição.

Nada poderá separar-nos do Amor de Deus Rom. 8,39

Sou aquela criança irrequieta que cresceu junto às águas do Távora, em Vila da Ponte, que nem sempre se portava bem na catequese mas gostava muito de vestir a alva e ajudar o Senhor Padre na Missa. Sou aquele adolescente aventureiro que encontrou no Seminário de Resende uma nova casa. Sou aquele Jovem “Sem Fronteiras” que sempre procurou “estar perto dos que estão longe, sem estar longe dos que estão perto”. Sou aquele estudante de teologia… seminarista… filho… amigo… diácono… discípulo-missionário… embalado pelo Amor de Deus.  

O tempo de estágio pastoral na Paróquia de Santa Maria Maior de Almacave tem sido essencialmente uma oportunidade para aprender. Uma vez que, praticamente, todas as semanas surgem novos desafios, tenho tentando encontrar em cada um deles algo que, em breve, me possa ajudar a ser um “melhor” sacerdote. O contacto diário com o povo de Deus tem sido a maior riqueza deste tempo de estágio: conhecer as pessoas, as famílias, as histórias, partilhar a mesa, as alegrias e as tristezas…