Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2020

mensagem-papa-francisco-quaresma-2020

«Em nome de Cristo, suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus» (2 Cor 5, 20)

 Queridos irmãos e irmãs!

O Senhor concede-nos, também neste ano, um tempo propício para nos prepararmos para celebrar, de coração renovado, o grande Mistério da morte e ressurreição de Jesus, perne da vida cristã pessoal e comunitária. Com a mente e o coração, devemos voltar continuamente a este Mistério. Com efeito, o mesmo não cessa de crescer em nós na medida em que nos deixarmos envolver pelo seu dinamismo espiritual e aderirmos a ele com uma resposta livre e generosa.

Mensagem de Sua Santidade Papa Francisco para o XXVIII Dia Mundial do Doente

«Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos,
que Eu hei de aliviar-vos» (Mt 11, 28)

Queridos irmãos e irmãs!

1. Estas palavras ditas por Jesus – «vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos» (Mt 11, 28) – indicam o caminho misterioso da graça, que se revela aos simples e revigora os cansados e exaustos. Tais palavras exprimem a solidariedade do Filho do Homem, Jesus Cristo, com a humanidade aflita e sofredora. Há tantas pessoas que sofrem no corpo e no espírito! A todas, convida a ir ter com Ele – «vinde a Mim» –, prometendo-lhes alívio e recuperação. «Quando Jesus pronuncia estas palavras, tem diante dos seus olhos as pessoas que encontra todos os dias pelas estradas da Galileia: muita gente simples, pobres, doentes, pecadores, marginalizados pelo ditame da lei e pelo opressivo sistema social. Este povo sempre acorreu a Ele para ouvir a sua palavra, uma palavra que incutia esperança» (Angelus, 6 de julho de 2014).

Mensagem do Santo Padre Francisco para a celebração do Dia Mundial da Paz

dia-mundial-da-paz

 

«A PAZ COMO CAMINHO DE ESPERANÇA:
DIÁLOGO, RECONCILIAÇÃO E CONVERSÃO ECOLÓGICA»

 

1. A paz, caminho de esperança face aos obstáculos e provações

A paz é um bem precioso, objeto da nossa esperança; por ela aspira toda a humanidade. Depor esperança na paz é um comportamento humano que alberga uma tal tensão existencial, que o momento presente, às vezes até custoso, «pode ser vivido e aceite, se levar a uma meta e se pudermos estar seguros dessa meta, se esta meta for tão grande que justifique a canseira do caminho». Assim, a esperança é a virtude que nos coloca a caminho, dá asas para continuar, mesmo quando os obstáculos parecem intransponíveis.

O Natal não é ornamento

natal-nao-e-ornamento

O Natal não é ornamento: é fermento
É um impulso divino que irrompe pelo interior da história
Uma expectativa de semente lançada
Um alvoroço que nos acorda
para a dicção surpreendente que Deus faz
da nossa humanidade

O Natal não é ornamento: é fermento
Dentro de nós recria, amplia, expande

O Natal não se confunde com o tráfico sonolento dos símbolos
nem se deixa aprisionar ao consumismo sonoro de ocasião
A simplicidade que nos propõe
não é o simplismo ágil das frases-feitas
Os gestos que melhor o desenham
não são os da coreografia previsível das convenções

O Natal não é ornamento: é movimento
Teremos sempre de caminhar para o encontrar!
Entre a noite e o dia
Entre a tarefa e o dom
Entre o nosso conhecimento e o nosso desejo
Entre a palavra e o silêncio que buscamos
Uma estrela nos guiará
O Natal não é ornamento

José Tolentino Mendonça

Advento: Semente de um tempo novo

De novo o advento. Regressar ao princípio. Refazer, como novidade absoluta, o caminho antigo. Assumir a transumância como método. Ser nómada em obediência à voz antiga, aquela que sobrevive entre uma multidão de ruídos, o apelo do deserto, «endireitai…», como quem diz, «despertai!».

Mensagem do Santo Padre Francisco para o III Dia Mundial dos Pobres

XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
(17 DE NOVEMBRO DE 2019)

«A esperança dos pobres jamais se frustrará»

1. «A esperança dos pobres jamais se frustrará» (Sal 9, 19). Estas palavras são de incrível atualidade. Expressam uma verdade profunda, que a fé consegue gravar sobretudo no coração dos mais pobres: a esperança perdida devido às injustiças, aos sofrimentos e à precariedade da vida será restabelecida.

Mensagem dos Párocos

A TODA A COMUNIDADE PAROQUIAL DE SANTA MARIA MAIOR DE ALMACAVE E SEUS COLABORADORES NA ACÇÃO PASTORAL

Igreja em Caminho e em Comunhão

Na Carta Pastoral de 1 de outubro de 2018, o nosso Bispo apontava no sentido de que os próximos três anos pastorais incidissem na revitalização do nosso amor à Igreja, nossa Mãe, que está em Lamego e em cada uma das suas paróquias. No decurso do Ano Pastoral anterior, colocamos diante de nós o rosto e o jeito da “Igreja Chamada e Enviada em missão”. No Ano Pastoral 2019-2020 ocupar-nos-emos, sobretudo com o rosto sinodal de uma “Igreja em Caminho e em Comunhão”. Na sua Carta Pastoral, o nosso Bispo detém-se, profundamente, sobre o significado da sinodalidade (cf. nº 8 e 9) e provoca-nos a que alarguemos os nossos horizontes em ordem a uma verdadeira sinodalidade: façamos caminho juntos, “lado-a-lado, em comunhão, não obstante as naturais diferenças que haja entre nós. Ou talvez mesmo por causa das diferenças que há entre nós, é que nós temos de aprender a caminhar juntos, acertando ritmos, passos e modos” (cf. nº11). Deste modo, somos desafiados a caminhar com crianças, jovens, pais, avós, amigos, inimigos… a adotar uma cadência, um novo modo de avançar que a todos sirva e a todos congregue sem deixar ninguém para trás. É este o grande impulso a tomar, não para fazermos mais coisas na nossa comunidade, mesmo que bonitas e interessantes, mas deixar a própria comunidade “a fazer-se” e a “como fazer-se”, a pensar-se por dentro para se deixar germinar, à medida que comprometa todos numa mesma caminhada, geradora de uma maior comunhão entre todos, crentes e descrentes, indiferentes e os mais presentes. No nº 12, da mesma Carta, o Senhor D. António Couto especifica já um plano a implementar que atualiza a sinodalidade: “Façamos crescer movimentos envolventes, cada vez mais amplos e envolventes; ao encontro de todos (…) empenhados no caminho longo do diálogo, da escuta e da partilha, da oração, da compreensão, da visitação e da caridade”. Neste caminho, o Senhor Bispo não deixa de relevar que a centralidade da fé, da evangelização e, sobretudo do Espírito Santo estão na base da sinodalidade.